Servindo de olhos fechados: Como 2 garçons deficientes visuais serviram um evento para 100 pessoas.

Daniel Miranda

Semana passada tive uma das maiores experiências da minha vida. Pra ser mais exato, no dia 23 de Março, sexta-feira, aconteceu um evento no Palácio da Cidade em parceria entre o Rio Inclui e a ONG Entre Amigas. Esse projeto tem como objetivo incluir jovens  de baixa renda e pessoas com necessidades especiais através de cursos profissionalizantes no mercado de trabalho.

Nesse dia foi a formatura de uma das turmas, com a presença da Primeira Dama entre outros envolvidos. Representando o Grupo Monteiro Drummond em parceria com a Masan, fui coordenar a equipe de garçons para a realização do serviço de banquete no evento. Lá conheci Fátima Freitas, presidente da CEDICOM (Centro de Integração Comunitária) e acompanhando ela, duas pessoas que me marcaram muito.

 

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Essa dupla de deficientes visuais vieram fazer parte da equipe de garçons. E não é que eles deram um show de serviço!?!?!?! Eles pediram apenas pra mostrar o caminho entra a cozinha e o salão. Depois disso, iam sozinhos para servir e buscar novos pratos. E o caminho não era curto não! A cozinha do Palácio é gigante, cheia de portas pesadas e curvas até chegar ao salão. Esses dois deram um show de amabilidade, cordialidade e serviço (melhores que muitos garçons por aí!!!). No final, vieram me agradecer por tê-los ensinado a trabalhar em eventos, mas quem aprendeu e aprendeu muito nesse dia, fui eu.

10 coisas que o garçom NUNCA deve fazer

Daniel Miranda

Um restaurante deve ser encarado como uma loja que vende alimentos e bebidas. Portanto, o papel do garçom é de um vendedor, de imagem, serviço e produto! Mas muitas vezes não é isso que vemos. Dá uma olhada na história abaixo e me diga se isso nunca aconteceu contigo!

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• Ao chegar ao restaurante, o garçom está na porta mexendo no celular. Não te deseja boas vindas e quando é perguntado se tem mesa, responde: “Entra lá e vê!”. Às vezes é até melhor ele não te desejar boas vindas do que você escutar: “Fala chefia!” “Colé irmão!” ou “E aí patrão!”.

• Você senta na mesa, mas é a mesma coisa que nada. Espera alguém vir atendê-lo e… nada. Então você lenta o braço e… finalmente ele te vê!!!! Mas ele faz um sinal com a mão pra você esperar, pois está muito ocupado terminando de contar uma história pro colega de trabalho.

• Finalmente ele chega à sua mesa. Com bloco e caneta em mãos, apenas te olha e sem esboçar algum sorriso, muito menos uma palavra, gesticula com a cabeça como se dissesse: “O que você quer?”

• Enquanto ele toma o pedido, em nenhum momento te olha. Parece que a comanda é muito mais atrativa do que você.

• Pedido feito, você avista o garçom com o cotovelo apoiado no aparador. Depois ele dá uma olhada no celular. Coloca as duas mãos pra baixo como se fosse um jogador de futebol na barreira. Em seguida as coloca pra trás, como se fosse um soldado. Discretamente vai apoiando as costas na parede como se ninguém estivesse vendo. Olha pra todos os lados bocejando, menos pra você, que mais uma vez está com o braço levantado.

• O prato chega e, ao colocá-lo na mesa, ele apoia o sovaco no seu ombro.

• Enquanto você come, ele fica como se fosse uma sombra ao seu lado, escutando a conversa da mesa.

• Você reclama que a carne está muito salgada e ele diz: “Ninguém nunca reclamou desse prato. Só você.”

• Você acaba de comer e ele vem com um prato que acabou de recolher de outra mesa. Para ao seu lado, percebe que você também terminou e raspa o outro prato no seu, bem na sua frente e leva pra cozinha.

• Você pede a conta. Ele vem com aquele porta nota na mão. Para ao seu lado e fica conferindo a nota, conferindo, conferindo… Daí você paga o jantar, mas não os 10%. Ele olha pra conta e depois pra você com uma cara:”Como assim!?!?!?!? Não vai me pagar os 10%!?!?!?!?! Como pode!?!?!?!?!? Servi o cara com a maior boa vontade!!!”

A arte de servir – Que imagem devemos passar no salão do restaurante?

Daniel Miranda 

Imagine você entrando numa loja querendo ser atendido e se depara com todos os vendedores de papo. Você circula pra lá e pra cá, sai da loja sem que ninguém dê a menor atenção. Isso te incomoda? E quando o vendedor fica atrás de você que nem uma sombra, falando sem parar? Qual das duas situações você prefere?

Na verdade o importante é encontrarmos um meio termo, o equilíbrio na comunicação e no contato entre o cliente e o vendedor. Um restaurante deve ser encarado como uma loja que vende alimentos e bebidas. Portanto, o papel do commis, garçom e maître é de um vendedor de imagem, serviço e produto!

A maneira como você se comporta, se comunica e interage, forma em primeiro plano a sua imagem perante as pessoas, assim como a do estabelecimento onde você trabalha.

Garçom – Robô

Robôs-samurai são personagens bastante incomuns, agora imagine quando eles trazem sua comida em um restaurante Tailandês. Pois isso existe de verdade em Bankok.

O restaurante Hajime emprega samurais mecânicos para servirem o balcão. Ou seriam robôs garçom fantasiados de samurai? Isso pouco importa. O que interessa é que a sua comida chega rapidinho e é colocada com delicadeza pelo garçom que não erra o pedido, não derruba a bandeja, nem tropeça.

A dona do restaurante, Lapassarada Thanaphant, afirma ter gastado 30 milhões de Bahts, o equivalente a R$ 1,6 milhão.

Todos os quatro garçons do restaurante são robôs fabricados no Japão. O cliente faz o pedido através de uma tela touchscreen localizada na “barriga” do atendente. Depois de alguns minutos os samurais de aço voltam com os pedidos. Eles também dançam para entreter os clientes e retiram a louça suja.

Fonte: http://virgula.uol.com.br

Daniel Miranda