Link

dondrapermain

7 tipos de chefe das séries de TV que existem na vida real

Anúncios

Link

Por Fernando Mantovani – Exame.com

Muitos profissionais planejam a carreira de acordo com suas afinidades. Desde o curso de graduação até as áreas em que se especializam dentro da empresa, passando pelas tarefas do dia a dia, é interessante perceber que as pessoas se dedicam mais ao que consideram fácil e prazeroso.  Não há nada de errado nesse comportamento, mas o preocupante é quando ele passa a definir todos os passos que um profissional dá na carreira.

Da mesma forma em que uma criança em idade escolar precisa estudar diferentes disciplinas como português, matemática e ciências, o profissional deve entender que há atividades e aprendizados necessários, mesmo sendo difíceis ou considerados “chatos”. Um exemplo simples é o inglês. Há quem alegue não gostar de estudar línguas, perdendo tempo e dinheiro investindo em outras atividades que não necessariamente seriam valorizadas em sua carreira.

Crescimento e desenvolvimento profissional requerem sacrifícios. Vale a pena tentar enxergar a longo prazo e entender que o aprendizado também vem dos momentos difíceis ou pouco prazerosos. Saber identificar que o que queremos é muitas vezes diferente do que precisamos pode ser decisivo para o sucesso na carreira.

 

Fernando Mantovani atua no segmento de recrutamento e seleção de executivos desde 2005 e é managing director da Robert Half, no Brasil. 

 

Quanto custa se reinventar na carreira?

Três profissionais contam quanto investiram para tirar a carreira do ponto morto e promover mudanças no trabalho

Mariana Amaro, da Você S.A.

São Paulo – Segundo uma pesquisa da consultoria Pactive, especializada em gestão de pessoas, 58% dos profissionais brasileiros já pensaram em largar tudo para começar uma carreira nova. Desses, 26% afirmaram que pensam no assunto várias vezes.

As razões para o desejo de dar essa virada profissional passam por insatisfação com aremuneração, falta de reconhecimento e até vontade de atuar em áreas mais afinadas com a própria personalidade. embora o questionamento da própria carreira seja tão comum, 31% dos entrevistados admitem que não fazem essa troca por medo de arriscar, e outros 16% continuam onde estão por duvidar da própria qualificação.

De fato, é preciso se capacitar para recomeçar numa nova profissão, e isso demanda investimentos. “transformações assim exigem, além de coragem,planejamento“, diz o educador financeiro Mauro Calil. Confira, a seguir, como três profissionais se prepararam financeiramente para dar esse passo.

Descobrindo uma nova vocação

Após pedir demissão do emprego onde trabalhava com comércio exterior, a administradora Luciana Praxedes, de 38 anos, buscou uma empresa de recolocação. Diante das propostas que recebeu no período, a administradora foi percebendo que não queria mais seguir uma carreira executiva e que gostaria de empreender.

Para isso, ela procurou a ajuda de consultorias, em busca de orientação sobre como iniciar um negócio. O investimento foi possível porque Luciana havia economizado 20% do salário por seis anos para ter uma reserva. “Poderia me manter por dois anos, mesmo se ficasse em período sabático”, diz ela.

É o que aconselham os especialistas: ter uma reserva suficiente para sustentar a família por dois anos, já que, em uma mudança drástica de profissão, o novo salário costuma ser bem mais baixo, pela falta de experiência. Nessa transição, Luciana visitou feiras de negócios e se matriculou em cursos gratuitos para pequenos e microempresários do Sebrae.

Acabou abrindo uma pet shop e um hotel para animais. “Contratei um veterinário, e eu cuido dos números”, afirma Luciana, que se considera satisfeita após a mudança profissional.

Imagem

Luciana Praxedes: trocou a carreira em comércio exterior por pet shop

O custo do networking

Mudar de carreira significa mudar também de ambiente”, afirma Mauro Calil. O escritor e palestrante Luiz Gabriel Tiago, de 36 anos, que prefere ser chamado de Senhor Gentileza, percebeu isso quando decidiu fazer a transição profissional. Durante 17 anos, ele trabalhou como agente de aeroporto e gerente de recepção em um hotel.

Porém, após alguns enfrentamentos com o chefe, criou um blog, em que dava dicas para lidar com a raiva no trabalho. O conteúdo virou o livro Como Driblar a Raiva no Trabalho, e Luiz Gabriel passou a receber convites para dar palestras. Foi então que vislumbrou a oportunidade de mudar de trabalho. Para isso, entretanto, precisava investir em sua rede de contatos.

Todos os meses, Luiz Gabriel passou a separar pelo menos 200 reais do orçamento para pagar cafezinhos com quem ele queria manter contato. “Convidava todo mundo para um café. Todo mundo mesmo. As indicações de trabalho podem vir de qualquer lugar”, diz.

A receita deu certo e, graças aos contratos de palestras que fechou por causa de sua rede, hoje ele é dono de uma empresa que oferece palestras e treinamentos motivacionais. Mesmo assim, Luiz Gabriel se arrepende de não ter poupado o suficiente para fazer a transição com tranquilidade. A reserva de capital comportava apenas seis meses.

A solução foi apelar para empréstimos até que as contas entrassem no azul de novo. “Se pudesse voltar no tempo, teria esperado um pouco mais. Fui pedir demissão no impulso, depois de uma grosseria do chefe, e acabei passando dificuldades no começo da nova carreira.”

Mudança lateral

Quando a jornalista Ana Gomes, de 37 anos, decidiu abandonar o jornalismo para se dedicar à área de gestão de pessoas, adotou o hábito de separar parte do salário para gastar com cursos voltados a recursos humanos. No começo, eram 150 reais por mês.

O montante era investido em formações sobre cargos e salários, assinaturas de jornais e revistas e matrículas em seminários, palestras e conferências. Conforme seu salário ia crescendo, ela aumentava também a parcela separada para esse investimento de carreira.

“Fiz um MBA e uma dezena de cursos com essa conta simples”, afirma. Segundo o consultor financeiro Mauro Calil, há três tipos de virada de carreira:

1) a mudança correlata, quando um publicitário vira um escritor, por exemplo;

2) o downgrade educacional, como quando um advogado decide virar tarólogo e, para isso, faz cursos específicos, mas não usa todo o conhecimento acumulado na faculdade e no trabalho; e

3) o upgrade educacional, quando um enfermeiro resolve ser dentista, por exemplo, e, para isso, precisa fazer uma nova faculdade. No primeiro caso, os gastos com educação são menores, porque a transição é lateral.

No segundo caso, o valor do investimento em educação varia conforme a necessidade ou não de fazer novos cursos. Invariavelmente, o último tipo de mudança é o que demanda mais dinheiro e empenho. No caso de Ana, a mudança foi correlata. E foi o planejamento financeiro que lhe permitiu investir em qualificação para ser contratada e atuar, com sucesso, na nova área — recursos humanos.

32 ideias para administrar o seu tempo

Imagem

32 ideias para administrar o seu tempo

Especialistas e executivos ensinam como organizar sua agenda, aumentar a produtividade e melhorar sua qualidade de vida

Se você sente que não tem tempo para fazer metade das coisas que gostaria, saiba que não está sozinho. O filósofo francês Gilles Lipovetsky afirmaampulheta

que as exigências do mundo atual, como agilidade nas decisões e resultados no curto prazo, fizeram desse sentimento quase uma regra no Ocidente. “As pessoas, em número crescente, reclamam de estar sobrecarregadas e de correr contra o tempo. A época hipermoderna é contemporânea da sensação de que o tempo se rarefaz”, escreve o autor no livro Os Tempos Hipermodernos (Editora Barcarolla). Mas já que não dá para espichar o dia, que tal pensarmos como aproveitá-lo melhor? Foi com esse propósito que dedicamos horas de apuração, leitura e entrevistas para transformar o relógio num parceiro para você.

Ultimamente, nós, brasileiros, jogamos fora dois terços do dia com atividades inúteis e urgentes. A Tríade do Tempo, de São Paulo, especializada no assunto, fez a descoberta após ouvir 15 324 pessoas entre 2005 e 2007. Por isso, sobra tão pouco espaço na agenda para o que é realmente importante. Como você verá nesta reportagem, separar o que é urgente do importante alivia a pressão do tempo. Veja a seguir 32 ideias que podem ser aplicadas a partir de agora, pois sabemos que o seu tempo é precioso.

CLAREZA DE PRIORIDADES
Para Alexandre Hohagen, de 37 anos, presidente do Google para a América Latina, a divisão racional do tempo é fundamental. A clareza de prioridades e a cultura da empresa permitem que ele tenha uma agenda flexível e fique quatro horas por dia com as três filhas. No trabalho, Alexandre tem apenas três reuniões fixas semanais e sua agenda fica aberta na intranet para quem quiser marcar uma conversa.

Ele divide seu tempo assim:
Casa-trabalho: 30 min
Chega ao escritório: 13h30
Reuniões: 5 horas
E-mails: 5 horas
Horas de sono: 6 horas
Tempo livre: 4 horas

1 Avalie o tempo gasto nas tarefas
Anote o tempo gasto em cada uma de suas atividades principais. As informações serão valiosas para tornar a próxima programação mais precisa e eficaz. “Essa é uma habilidade que diferencia os gerentes mais experientes”, escreve a consultora americana Melissa Raff oni.

2 Centralize as informações
“Uma pessoa gasta até 28 minutos do dia procurando dados que não sabe onde anotou”, afirma Paulo Kretly, presidente da FranklinCovey Brasil. No fim do mês, isso pode significar um dia inteiro perdido. Hoje, com aparelhinhos modernos cada vez mais versáteis, não há desculpa para você não ter as informações centralizadas.

3 Planeje em apenas 10 minutos
Você não precisa mais do que 10 minutinhos para planejar as tarefas do dia. Ao fazer isso, entrará para o pequeno time de executivos que possuem esse hábito: apenas 17%, segundo pesquisa feita pela FranklinCovey no fim do ano passado.

4 Tenha horários LIVRES
“Minha agenda de trabalho está no sistema. O funcionário que quiser marcar uma reunião pode entrar, ver horários disponíveis e me enviar um convite. De qualquer forma, tenho algumas reuniões fixas, que cumpro religiosamente toda semana. É bom para me exercitar e criar uma cultura entre os subordinados”, diz Alexandre Hohagen, do Google.

5 Faça escolhas
“Apesar de trabalhar de 13 a 14 horas por dia, procuro sempre reservar espaço para o que é importante para mim, como as minhas filhas. Deixei de fazer ginástica para ficar mais tempo com elas. Também reservo tempo para dar uma palestra por semana”, afirma Alexandre Hohagen, presidente do Google para a América Latina.

6 Participe de teleconferências
Antes de viajar a negócios, verifique se é mesmo necessário estar pessoalmente no encontro ou se uma teleconferência resolveria a questão. Também certifique-se de que você é a pessoa mais indicada para participar da reunião ou se pode enviar outra pessoa.

7 Respeite seu ritmo
“Funciono melhor de manhã, por isso planejo a minha rotina de acordo com o meu ritmo. Chego ao trabalho às 7h30, porque sei que a partir das 16h começo a perder embalo. Até as 17h, já estou voltando para casa. Ficar horas no trabalho não significa que você está produzindo mais”, afirma Carlos Ienne, presidente da Fedex no Brasil.

8 Cuidado com o fuso horário
Se você trabalha numa multinacional ou lida com clientes no exterior, tem de levar em conta o fuso horário. Informe-se da diferença de horas entre os países antes de enviar e-mails e agendar teleconferências. Para marcar uma viagem internacional, a antecedência tem de ser equivalente à duração dela.

9 Ajuste o foco antes
Mais de 60% das 1 045 pessoas que responderam a uma pesquisa da consultoria Tríade do Tempo acham que as reuniões de que participam são malconduzidas. O principal problema apontado por elas é a falta de foco. Uma reunião toma rumos indesejados por falta de clareza tanto do chefe quanto da equipe. Para evitar desvios, defina previamente a pauta por escrito e os resultados esperados. Revise cada item no início da reunião. No final, faça um resumo de toda a conversa e delegue as tarefas que forem necessárias.

10 Meia hora é suficiente
Se os resultados desejados estiverem claramente definidos e houver uma lista de assuntos e questões a serem abordados, não há por que uma reunião durar mais do que 30 minutos. Reuniões ou teleconferências precisam ter agenda clara e hora para começar e acabar.

11 Dê o RECADO
Ao escrever um e-mail, seja o mais conciso e direto possível. Segundo o consultor americano Mike Song, que conversou com 8 000 funcionários de grandes corporações em todo o mundo, a maioria das pessoas não lê as mensagens, simplesmente “escaneia”, ou seja, dá uma olhada rápida para ver qual é o assunto.

Para facilitar esse tipo de leitura, evite paredões de palavras. Divida o texto e faça ele caber numa única página. Comece pelo objetivo da mensagem e depois contextualize. No assunto, coloque informações que deixem claro o conteúdo do e-mail. “Como uma manchete de jornal”, afirma Mike Song.

12 Convoque poucas pessoas
Nada de amontoar 20 pessoas numa sala para ouvir o que você tem a dizer. “Para ser produtiva e permitir a participação de todos, a reunião deve ter de oito a 12 participantes”, sugere Paulo Kretly, da FranklinCovey. Se a equipe for maior, uma alternativa é fragmentá-la.

13 Pare de reclamar do trânsito
Antes de comprar um imóvel, procure saber onde está a maior parte das empresas em que gostaria de trabalhar. Ao fazer esse exercício, você vai descobrir que pode morar muito mais perto de onde trabalha. Em cidades como São Paulo, esse fator é a diferença entre gastar 15 minutos ou quatro horas no percurso casa-escritório.

14 Coloque ordem na casa
O brasileiro gasta três horas por dia administrando o correio eletrônico, segundo Christian Barbosa, diretor da Tríade do Tempo. “Esse tempo pode ser reduzido pela metade”, diz. Controle a sua curiosidade e estipule horários para se dedicar ao correio eletrônico. Desligar os alertas sonoros e visuais de recebimento pode ajudar. Lembrese que, se houver uma urgência, o telefone vai tocar. Crie um número limitado de pastas e tenha cuidado ao dar nome a elas, para que os assuntos não se confundam.

15 Mande um representante
Em muitas reuniões, dá para você mandar um representante no seu lugar. Assim, você pode se concentrar naquelas que são importantes de verdade. Se você tem muitas reuniões com clientes, repasse a pauta do encontro no dia anterior com um colega de equipe e peça a ele que vá no seu lugar. Em uma próxima ocasião você retribui a gentileza.

16 – Consulte em HORAS determinadas
“Não consulte e-mails logo que chegar ao trabalho nem antes de dormir. O primeiro desvia você das prioridades, o outro apenas causa insônia A mensagem pode esperar até dez horas depois que tiver completado pelo menos uma de suas tarefas críticas do dia”, diz o escritor Timothy Ferris.

17 Evite reunião surpresa
Reuniões em cima da hora não devem acontecer, salvo em situações de emergência. “Raramente as reuniões são para ‘ontem'”, afirma Christian Barbosa, diretor da Tríade do Tempo. Além disso, a chance de o encontro se mostrar improdutivo e roubar um tempo precioso é grande, uma vez que as pessoas não puderam se preparar. Convoque com, no mínimo, um dia de antecedência.

18 Receba menos enviando menos
Quer conter a enxurrada de mensagens na sua caixa de entrada? Comece a enviar menos e-mails e reduza o número de destinatários. Segundo Mike Song, um profissional recebe três respostas para cada cinco mensagens que envia. Ou seja, quem abusa de recursos como “Responder a todos”, “Cc” e listas de distribuição sofre as consequências. Antes de enviar, reflita sobre a relevância da mensagem para o destinatário. Se não quiser resposta, deixe isso claro no texto.

19 Mensagem com hierarquia
Ao gerenciar a caixa de entrada, use o bom senso e avalie os e-mails que exigem mais atenção. Para distinguir quais são importantes — clientes, pares, subordinados diretos e chefe —, aplique cores diferentes aos remetentes. Outra ferramenta permite identificar de cara se a mensagem foi enviada só para você ou para várias pessoas. “A alguns e-mails internos nem respondo. Muitas vezes, a própria pessoa se vira e resolve”, diz Carlos Ienne, da Fedex.

20 Exercite o desapego
Muitas vezes, para conseguir dar conta do mais importante, é preciso deixar que algumas pequenas coisas ruins aconteçam, como ter de retornar uma ligação mais tarde para se desculpar, pagar uma pequena multa ou mesmo perder um cliente destemperado. Segundo Timothy Ferris, o caminho nem sempre é acumular mais tarefas, mas definir as poucas coisas que realmente podem mudar sua vida e seu negócio.

21 Delegue trabalho e também autoridade
Delegue trabalho e também autoridade Ao delegar, concentre-se nos resultados, e não no processo. Esteja aberto a sugestões, já que as pessoas resolvem os mesmos problemas de formas diferentes. Avise o que você espera, o prazo e delegue também autoridade. Quem tenta fazer algo e descobre que não dispõe de poder suficiente fica frustado e torna-se ineficiente

22 Saiba dizer “Não””
Oito em cada dez pessoas dizem perder tempo com atividades inúteis por não ter dito “não”. Por isso, aprenda a fazê-lo quando necessário. Avalie se a demanda é imediata, marque a conversa para mais tarde ou delegue. Seja disponível, mas crie suas proteções. “Quando tiver de se concentrar, desligue telefone, e-mail e MSN”, diz Christian Barbosa.

23 Organize-se para ler e aprender
Organize-se para ler e aprender Use o senso crítico para avaliar o que deve ler. Pessoas perdem tempo com informações interessantes, mas não importantes para seu trabalho e desenvolvimento.

Tente reservar um período do dia para leituras, de preferência um horário em que esteja bem acordado, com nível de compreensão alto. Se você dedicar a um livro 30 minutos por dia e conseguir ler 20 páginas, serão 600 páginas no fi m do mês. Mantendo o ritmo por um ano, terá lido 24 livros de 300 páginas.

24 Compre um blackberry… ou não
Para alguns executivos, existem muitos motivos para comprar um desses aparelhinhos que combinam celular e computador de mão — e permitem acessar e-mails de qualquer lugar. Reduzir a superlotação da caixa de mensagens é um deles. Para outros profissionais, um blackberry pode roubar o escasso tempo livre que têm. Esse risco existe, tanto que nos Estados Unidos o produto foi apelidado de “crackberry”, por viciar seus usuários.

25 Conte sempre com o imprevisível
Elabore uma agenda realista, o que significa definir compromissos e também deixar espaços para mudanças de última hora. Alguns horários em aberto vão ajudá-lo a dar conta do recado. Já uma agenda rígida, com compromissos consecutivos, dificilmente será cumprida e causará frustração. Lembre-se que pressa e vontade de resolver tudo levam você a subestimar a duração das tarefas.

26 Concentre-se em mais valia
Para lidar com o acúmulo de tarefas e funções, é preciso ser eficaz. “O eficiente faz as coisas de maneira correta, o eficaz faz aquilo que agrega mais valor”, afirma o headhunter Ricardo Rocco, da Russell Reynolds. A melhor maneira de fazer isso é escolher e negociar bem quais tarefas você sabe executar e que são estratégicas de verdade para o negócio. Quem faz isso tem foco nos resultados e usa sua capacidade para trazer maior retorno.

27 Seja estratégico
Se você sente que está perdendo tempo no trabalho em atividades menos importantes, e isso acaba com o restinho de horas livres que você teria para um projeto pessoal, planeje-se melhor.

28 Faça o IMPORTANTE
Pesquisa da Tríade mostra que o brasileiro dedica apenas 30% do tempo às tarefas importantes. Reflita: concluir o relatório que o chefe pediu para “ontem” ou ir à reunião no colégio dos filhos? Se souber o que é realmente importante, fica mais fácil decidir.

29 Valorize seu tempo
O que você quer fazer com seu tempo? Essa pergunta é o ponto de partida para quem deseja se planejar melhor. Tenha clareza dos objetivos antes de começar a redistribuir as horas entre projetos profi ssionais e pessoais. Defina suas prioridades e avalie se você está usando seu tempo para persegui-las. A consultora Melissa Raffoni define esse processo como alavancagem de tempo. “Quem pondera de maneira crítica como gastá-lo está alavancando seu tempo.”

30 Cuide da saúde
Planejamento e disciplina fazem bem à saúde. Não importa se você é sedentário, está um pouco acima do peso ou é fumante. Se começar a correr cinco dias por semana por cerca de uma hora e meia, em seis meses estará pronto para disputar a São Silvestre. “Correr 30 minutos, três vezes por semana, pode reduzir em 60% o risco de infarto”, diz o médico do esporte Paulo Zogayb.

31 Assuma-se como protagonista
Enumere os papéis que você desempenha na vida: pai, filha, marido, executiva, cidadão. Não adianta fazer um planejamento para a vida pessoal e outro para a profissional, afinal, você é um só. Liste as atividades relativas a cada papel e a parcela de tempo que quer dedicar a cada uma delas. Lembre-se que é inevitável priorizar alguns papéis em detrimento de outros em alguns momentos. “Quem muito abraça pouco aperta”, diz Paulo Kretly, da FranklinCovey.

32 Desconsidere certos telefonemas

“Não atenda números não reconhecidos. Surpreenda os outros, mas não seja surpreendido. Isso resulta em interrupções indesejadas e em situações precárias de negociação. Deixe a ligação cair no correio de voz e acesse depois. Se for preciso, contrate um serviço de gerenciamento de mensagens”, diz Timothy em seu blog.

Fonte: Gabriel Penna para Você S/A

Como fazer e receber uma crítica positiva (por Kevin Daum)

CB055356A crítica chateia a maioria das pessoas, mas, se for bem feita, pode ser inspiradora para crítico e criticado. Veja aqui cinco dicas para tornar a sua crítica uma experiência positiva.

Não há nada de prazeroso numa crítica. Até a crítica mais bem intencionada é um golpe para quem a recebe. As pessoas gostam de estar certas e realizadas e, quando elas não estão, dói ouvir a verdade, não importa o quão bacana a sua crítica pretenda ser. Mesmo assim, aqueles que se esforçam para melhorar valorizam um feedback direto, não importa o quão doloroso ele seja. E, desde que o crítico não esteja sendo malicioso, ele ou ela pode construir um nível mais alto de confiança se a crítica for feita com cuidado e empatia.

Então, se você estiver avaliando um colaborador, um membro da família ou um amigo, aqui vão cinco dicas para que a sua crítica seja valorizada e bem recebida. Também há algumas notas para que a pessoa criticada possa aproveitar ao máximo a crítica.

1. Tenha objetivos claros

Pergunte-se qual seria o melhor resultado possível dessa crítica. Se você estiver simplesmente colocando pra fora uma frustração sem qualquer intenção maior, é mais provável que você receba de volta apenas rancor e ressentimento. Talvez você só esteja adiando uma eventual demissão, e nesse caso por que gastar energia com o inevitável?

Por outro lado, se você sentir que é alvo de um ataque, veja se pode aliviar o clima, perguntando aos seus críticos o que eles esperam realizar. Na melhor das hipóteses, você vai entender mais qual é a real questão. Na pior, você saberá que é hora de sair dali, de forma elegante e voluntária.

 

2. Crie um ambiente neutro

Leve em consideração a hora e o local para a sua crítica. Geralmente é melhor não criticar na frente de muita gente, o que geralmente é  humilhante. Regras de Recursos Humanos talvez peçam a presença de uma terceira pessoa, mas é melhor se certificar que essa pessoa é razoavelmente neutra, para que ninguém se sinta injustiçado. A melhor forma de aliviar a tensão é usar um humor apropriado. Você pode criar um vínculo e deixar a pessoa menos defensiva ao compartilhar com ela sua experiência pessoal de erros bobos cometidos na sua carreira. Isso ajuda a outra pessoa a se identificar com a sua humanidade, antes de lidar com suas próprias deficiências.

Se você estiver na berlinda e se sentir ameaçado ou constrangido pelo seu ambiente de trabalho na hora de ser criticado, se manifeste. Peça para se mudar para uma área privada ou então para marcar um outro encontro. Prepare-se para a informação que você vai receber. Fique atento à sua linguagem corporal para que o seu crítico também relaxe.

3. Use menos palavras com mais significado

A pessoa que é criticada mantém uma voz interna ativa durante a crítica e provavelmente está ansiosa, então sua crítica deve ser breve e ir direto ao ponto. Quanto mais você disser, mais provavelmente você irá se afastar dos pontos-chave, fazendo com que eles sejam mais difíceis de ser lembrados. Planeje sua conversa com antecedência e por escrito, para que a outra pessoa saia com indicações claras sobre como melhorar.

Se você estiver do outro  lado da mesa, deixe o seu crítico falar à vontade. Se você rebater logo de cara, vai parecer fechado e defensivo. É melhor dar o seu feedback mais tarde. Dessa forma, você pode pensar melhor sobre a conversa, talvez até com mais autocrítica se for o caso. Você vai ser levado mais a sério se a sua resposta for bem pensada e bem articulada.

4. Alinhe o seu criticismo com as metas do colaborador

Conheça bem os seus colaboradores para explicar como as suas sugestões irão ajuda-los a conquistar os objetivos desejados. Se eles estiverem comprometidos com o resultado, provavelmente ficarão mais abertos a sugestões, independentemente de como se sintam em relação a você ou às outras pessoas envolvidas. Por exemplo, se o objetivo é ser um chefe sensacional, então lidar com as objeções das outras pessoas torna-se importante para o sucesso. Forneça o contexto para um progresso e a crítica será bem-vinda.

Quando for você a pessoa sendo criticada, tente se distanciar de você mesmo. Ouça objetivamente o que está sendo dito. Se você estiver certo de seus objetivos, terá mais condições de discernir melhor entre o bom conselho e os gritos de uma pessoa alterada.

5. Estimule a autocrítica

Em vez de só apresentar uma lista de reclamações, descreva cenários a partir de um ponto de vista objetivo e pergunte questões-chave para que a outra pessoa possa tirar suas próprias conclusões sobre os seus pontos fracos. Conduza-a através de perguntas para que ela entenda por que um comportamento diferente é mais adequado. Quando fizer alguma declaração, fique longe dos ataques diretos. Use  mais o “eu” e fale pela sua própria experiência.

Todo mundo deveria fazer regularmente uma autoavaliação. Tente prever os pontos-chave de qualquer crítica antes dela acontecer. Se você puder começar a conversa enumerando suas próprias falhas e sugerindo correções logo de cara, vai desarmar seus críticos e provavelmente também impressioná-los. Assim todos vão sentir que saíram ganhando. 

(artigo extraído e traduzido do site INC.: http://www.inc.com/kevin-daum/how-to-give-and-recieve-positive-criticism.html)