Jornada de luxo por uma causa nobre

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A dobradinha diversão-boa ação tem atraído cada vez mais gente interessada em curtir a viagem de férias e de quebra dar uma forcinha pro planeta. A Eastern & Oriental Express resolveu investir nessa ideia e marcou no início de outubro uma jornada de trem a partir de Singapura em direção a Malásia e Tailândia para ajudar a Save Wild Tigers, uma organização que luta para salvar os tigres asiáticos da extinção. A aventura começa com uma noite no famosíssimo Raffles em Singapura, seguida por jantar de gala mais leilão filantrópico no Majestic Hotel de Kuala Lumpur com a família real malaia e celebs internacionais. O encerramento da viagem será em grande estilo com uma noite no Mandarin Oriental Bangkok. No trem Eastern & Oriental Express serão dois dias, passando pelo coração dos territórios dos tigres selvagens, com direito a ambientalistas especializados a bordo para explicar sobre o comportamento da espécie e os esforços para preservá-la. Os mais corajosos poderão visitar a selva dos tigres acompanhados de guias. Mais informações na página da cia.

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Por Fernando Mantovani – Exame.com

Muitos profissionais planejam a carreira de acordo com suas afinidades. Desde o curso de graduação até as áreas em que se especializam dentro da empresa, passando pelas tarefas do dia a dia, é interessante perceber que as pessoas se dedicam mais ao que consideram fácil e prazeroso.  Não há nada de errado nesse comportamento, mas o preocupante é quando ele passa a definir todos os passos que um profissional dá na carreira.

Da mesma forma em que uma criança em idade escolar precisa estudar diferentes disciplinas como português, matemática e ciências, o profissional deve entender que há atividades e aprendizados necessários, mesmo sendo difíceis ou considerados “chatos”. Um exemplo simples é o inglês. Há quem alegue não gostar de estudar línguas, perdendo tempo e dinheiro investindo em outras atividades que não necessariamente seriam valorizadas em sua carreira.

Crescimento e desenvolvimento profissional requerem sacrifícios. Vale a pena tentar enxergar a longo prazo e entender que o aprendizado também vem dos momentos difíceis ou pouco prazerosos. Saber identificar que o que queremos é muitas vezes diferente do que precisamos pode ser decisivo para o sucesso na carreira.

 

Fernando Mantovani atua no segmento de recrutamento e seleção de executivos desde 2005 e é managing director da Robert Half, no Brasil. 

 

Um jeito diferente de voar com segurança

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Você é do clube dos que não aguentam mais ouvir as aeromoças passarem as instruções de segurança no voo sempre do mesmo jeito? A gente também acha aquilo chatíssimo e por isso ficou animado ao descobrir um vídeo feito pela Air New Zealand em parceria com a Sports Illustrated Swimsuit que deixa o blablablá padrão pra lá de atraente. Dá só uma conferida.

Tem menor não?

Daniel Miranda

Tenho certeza que você já passou por uma dessas.

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Hoje fui tomar café da manhã em uma lanchonete na Tijuca, antes de ir para o trabalho. Entrei na fila e, ao chegar minha vez, tive um tratamento super personalizado. A caixa gritou: “Próximo!”. Levei um susto, pois estava a dois palmos dela. Desejei um bom dia e tive como resposta um: “Vai querer o quê?”. Pedi um croissant e um suco de manga. “Só isso?”  respondeu. Disse que sim, que minha fome era de apenas um salgado. Ela me olhou, olhou, olhou e disse: “Quatro e noventa”. Abri minha carteira e entreguei uma nota de cinquenta reais. Imediatamente retrucou: “Tem menor não?” Disse que infelizmente não tinha. Ela fechou a cara como se fosse minha culpa o caixa não ter troco e ainda resmungou: “Esse povo que vem aqui só pra acabar com meu troco… “ Mais uma vez pedi desculpas. Ela me entregou o troco com a notinha para pegar o lanche e, antes que eu pudesse agradecer, já gritou: “Próximo!!!” . Será que o outro cliente passou por isso também ou o problema foi comigo mesmo?

Quanto custa se reinventar na carreira?

Três profissionais contam quanto investiram para tirar a carreira do ponto morto e promover mudanças no trabalho

Mariana Amaro, da Você S.A.

São Paulo – Segundo uma pesquisa da consultoria Pactive, especializada em gestão de pessoas, 58% dos profissionais brasileiros já pensaram em largar tudo para começar uma carreira nova. Desses, 26% afirmaram que pensam no assunto várias vezes.

As razões para o desejo de dar essa virada profissional passam por insatisfação com aremuneração, falta de reconhecimento e até vontade de atuar em áreas mais afinadas com a própria personalidade. embora o questionamento da própria carreira seja tão comum, 31% dos entrevistados admitem que não fazem essa troca por medo de arriscar, e outros 16% continuam onde estão por duvidar da própria qualificação.

De fato, é preciso se capacitar para recomeçar numa nova profissão, e isso demanda investimentos. “transformações assim exigem, além de coragem,planejamento“, diz o educador financeiro Mauro Calil. Confira, a seguir, como três profissionais se prepararam financeiramente para dar esse passo.

Descobrindo uma nova vocação

Após pedir demissão do emprego onde trabalhava com comércio exterior, a administradora Luciana Praxedes, de 38 anos, buscou uma empresa de recolocação. Diante das propostas que recebeu no período, a administradora foi percebendo que não queria mais seguir uma carreira executiva e que gostaria de empreender.

Para isso, ela procurou a ajuda de consultorias, em busca de orientação sobre como iniciar um negócio. O investimento foi possível porque Luciana havia economizado 20% do salário por seis anos para ter uma reserva. “Poderia me manter por dois anos, mesmo se ficasse em período sabático”, diz ela.

É o que aconselham os especialistas: ter uma reserva suficiente para sustentar a família por dois anos, já que, em uma mudança drástica de profissão, o novo salário costuma ser bem mais baixo, pela falta de experiência. Nessa transição, Luciana visitou feiras de negócios e se matriculou em cursos gratuitos para pequenos e microempresários do Sebrae.

Acabou abrindo uma pet shop e um hotel para animais. “Contratei um veterinário, e eu cuido dos números”, afirma Luciana, que se considera satisfeita após a mudança profissional.

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Luciana Praxedes: trocou a carreira em comércio exterior por pet shop

O custo do networking

Mudar de carreira significa mudar também de ambiente”, afirma Mauro Calil. O escritor e palestrante Luiz Gabriel Tiago, de 36 anos, que prefere ser chamado de Senhor Gentileza, percebeu isso quando decidiu fazer a transição profissional. Durante 17 anos, ele trabalhou como agente de aeroporto e gerente de recepção em um hotel.

Porém, após alguns enfrentamentos com o chefe, criou um blog, em que dava dicas para lidar com a raiva no trabalho. O conteúdo virou o livro Como Driblar a Raiva no Trabalho, e Luiz Gabriel passou a receber convites para dar palestras. Foi então que vislumbrou a oportunidade de mudar de trabalho. Para isso, entretanto, precisava investir em sua rede de contatos.

Todos os meses, Luiz Gabriel passou a separar pelo menos 200 reais do orçamento para pagar cafezinhos com quem ele queria manter contato. “Convidava todo mundo para um café. Todo mundo mesmo. As indicações de trabalho podem vir de qualquer lugar”, diz.

A receita deu certo e, graças aos contratos de palestras que fechou por causa de sua rede, hoje ele é dono de uma empresa que oferece palestras e treinamentos motivacionais. Mesmo assim, Luiz Gabriel se arrepende de não ter poupado o suficiente para fazer a transição com tranquilidade. A reserva de capital comportava apenas seis meses.

A solução foi apelar para empréstimos até que as contas entrassem no azul de novo. “Se pudesse voltar no tempo, teria esperado um pouco mais. Fui pedir demissão no impulso, depois de uma grosseria do chefe, e acabei passando dificuldades no começo da nova carreira.”

Mudança lateral

Quando a jornalista Ana Gomes, de 37 anos, decidiu abandonar o jornalismo para se dedicar à área de gestão de pessoas, adotou o hábito de separar parte do salário para gastar com cursos voltados a recursos humanos. No começo, eram 150 reais por mês.

O montante era investido em formações sobre cargos e salários, assinaturas de jornais e revistas e matrículas em seminários, palestras e conferências. Conforme seu salário ia crescendo, ela aumentava também a parcela separada para esse investimento de carreira.

“Fiz um MBA e uma dezena de cursos com essa conta simples”, afirma. Segundo o consultor financeiro Mauro Calil, há três tipos de virada de carreira:

1) a mudança correlata, quando um publicitário vira um escritor, por exemplo;

2) o downgrade educacional, como quando um advogado decide virar tarólogo e, para isso, faz cursos específicos, mas não usa todo o conhecimento acumulado na faculdade e no trabalho; e

3) o upgrade educacional, quando um enfermeiro resolve ser dentista, por exemplo, e, para isso, precisa fazer uma nova faculdade. No primeiro caso, os gastos com educação são menores, porque a transição é lateral.

No segundo caso, o valor do investimento em educação varia conforme a necessidade ou não de fazer novos cursos. Invariavelmente, o último tipo de mudança é o que demanda mais dinheiro e empenho. No caso de Ana, a mudança foi correlata. E foi o planejamento financeiro que lhe permitiu investir em qualificação para ser contratada e atuar, com sucesso, na nova área — recursos humanos.