Nicarágua vira destino de luxo

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Nicarágua se firma como destino de luxo

Visto por muitos como o patinho feio da América Central com uma história marcada pela instabilidade política, a Nicarágua pouco a pouco desponta no mapa-múndi como um destino de ecoluxo. O principal nome desse movimento é Don Carlos Pellas, magnata nicaraguense que investiu 250 milhões de dólares no primeiro luxury boutique hotel do país, o Mukul Beach, Golf & Spa. O empreendimento, lançado em fevereiro tendo como palavra de ordem a sustentabilidade, fica em Guacalito de la Isla, uma região costeira de natureza exuberante com direito a praia e floresta. As 37 acomodações incluem beach villas, os incríveis “bohios” – bangalôs praticamente pendurados em uma encosta com vista pro mar da Playa Manzanillo — e a Casona Don Carlos, mansão dos Pellas, cujas suítes cinematográficas podem ser reservadas quando a família viaja. Como diz o nome, o lugar oferece um gigantesco campo de golf e um spa bacana, que privilegia tratamentos regionais. Aliás, toda a decoração do resort é uma celebração à pouco conhecida cultura nicaraguense, uma festa para os olhos de quem busca uma experiência de viagem genuinamente diferente.

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O hotel mais original da China

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Berço da tradição do chá na China e ponto de partida da milenar Rota da Seda, a cidade de Huzhou adicionou recentemente mais uma atração de peso ao seu currículo: um hotel que parece um anel gigante – ou, para alguns, um enorme donut. Seja lá o que for, todo mundo fica de queixo caído diante do Sheraton Huzhou Hot Spring Resort, obra de Ma Yansong. O arquiteto-sensação chinês ousou ao projetar duas torres curvas ligadas por um arco superior, que, segundo ele, se harmonizam com a natureza em volta e com a famosa ponte sobre o Lago Taihu. Ao todo, são 27 andares com 282 quartos, além de restaurantes, salões de festas e bar. O hotel também oferece as Hot Spring Villas, entre elas as dedicadas a tratamentos de Spa, aproveitando as águas termais abundantes na região. Tudo isso a apenas duas horas do aeroporto de Shanghai.

Como um pequeno detalhe pode estragar um belo serviço – Por Pedro Marinho

copo com gelo

Num dia de domingo, levei minha filha a um restaurante japonês. Fui muito bem recebido e todos foram simpáticos.

Nos acomodamos, o garçom se aproximou sorridente e, após desejar um bom dia, perguntou:

“Vocês gostariam de beber alguma coisa, uma água, um refrigerante, um chá?

Minha filha pediu um chá e eu, água com gás. Pedi também que ele trouxesse um copo com pedras de gelo. O garçom anotou, fez contato de olhar, sorriu e disse:

“Trago a bebida em seguida, senhor”

Não se passaram nem dois minutos e ele estava de volta. Se aproximou da mesa e, pedindo licença, colocou o chá para a minha filha e a água na minha frente. O problema é que, ao colocar o copo com gelo na mesa, ele o segurou pela boca. Até a marca dos seus dedos ficaram em volta da boca do copo.

Na hora olhei para ele, que, inocente, não se deu conta do ocorrido. Sorri e pedi que trocasse o copo. Ele sorriu e, solícito, disse:

“Imediatamente senhor”

Pegou outro copo com gelo e colocou na minha frente, mas da mesma maneira, segurando o copo pela boca. Fiquei meio constrangido de falar alguma coisa, pois ele era tão simpático e solícito. Sendo assim, não usei o copo, pedi um canudo e bebi direto da garrafa.

A maneira de acolher o cliente é muito importante, mas, se não estiver aliada a um treinamento eficaz,  dá pouco resultado. O segredo é unir as técnicas de serviço à ferramenta mais eficaz para quem trabalha em um restaurante: a comunicação verbal e não verbal.

Apesar de tudo, voltei ao restaurante algumas vezes e com o tempo fui dando algumas dicas para esse garçom, que hoje já é maître do restaurante.

Pedro Marinho é biólogo 

Como fazer e receber uma crítica positiva (por Kevin Daum)

CB055356A crítica chateia a maioria das pessoas, mas, se for bem feita, pode ser inspiradora para crítico e criticado. Veja aqui cinco dicas para tornar a sua crítica uma experiência positiva.

Não há nada de prazeroso numa crítica. Até a crítica mais bem intencionada é um golpe para quem a recebe. As pessoas gostam de estar certas e realizadas e, quando elas não estão, dói ouvir a verdade, não importa o quão bacana a sua crítica pretenda ser. Mesmo assim, aqueles que se esforçam para melhorar valorizam um feedback direto, não importa o quão doloroso ele seja. E, desde que o crítico não esteja sendo malicioso, ele ou ela pode construir um nível mais alto de confiança se a crítica for feita com cuidado e empatia.

Então, se você estiver avaliando um colaborador, um membro da família ou um amigo, aqui vão cinco dicas para que a sua crítica seja valorizada e bem recebida. Também há algumas notas para que a pessoa criticada possa aproveitar ao máximo a crítica.

1. Tenha objetivos claros

Pergunte-se qual seria o melhor resultado possível dessa crítica. Se você estiver simplesmente colocando pra fora uma frustração sem qualquer intenção maior, é mais provável que você receba de volta apenas rancor e ressentimento. Talvez você só esteja adiando uma eventual demissão, e nesse caso por que gastar energia com o inevitável?

Por outro lado, se você sentir que é alvo de um ataque, veja se pode aliviar o clima, perguntando aos seus críticos o que eles esperam realizar. Na melhor das hipóteses, você vai entender mais qual é a real questão. Na pior, você saberá que é hora de sair dali, de forma elegante e voluntária.

 

2. Crie um ambiente neutro

Leve em consideração a hora e o local para a sua crítica. Geralmente é melhor não criticar na frente de muita gente, o que geralmente é  humilhante. Regras de Recursos Humanos talvez peçam a presença de uma terceira pessoa, mas é melhor se certificar que essa pessoa é razoavelmente neutra, para que ninguém se sinta injustiçado. A melhor forma de aliviar a tensão é usar um humor apropriado. Você pode criar um vínculo e deixar a pessoa menos defensiva ao compartilhar com ela sua experiência pessoal de erros bobos cometidos na sua carreira. Isso ajuda a outra pessoa a se identificar com a sua humanidade, antes de lidar com suas próprias deficiências.

Se você estiver na berlinda e se sentir ameaçado ou constrangido pelo seu ambiente de trabalho na hora de ser criticado, se manifeste. Peça para se mudar para uma área privada ou então para marcar um outro encontro. Prepare-se para a informação que você vai receber. Fique atento à sua linguagem corporal para que o seu crítico também relaxe.

3. Use menos palavras com mais significado

A pessoa que é criticada mantém uma voz interna ativa durante a crítica e provavelmente está ansiosa, então sua crítica deve ser breve e ir direto ao ponto. Quanto mais você disser, mais provavelmente você irá se afastar dos pontos-chave, fazendo com que eles sejam mais difíceis de ser lembrados. Planeje sua conversa com antecedência e por escrito, para que a outra pessoa saia com indicações claras sobre como melhorar.

Se você estiver do outro  lado da mesa, deixe o seu crítico falar à vontade. Se você rebater logo de cara, vai parecer fechado e defensivo. É melhor dar o seu feedback mais tarde. Dessa forma, você pode pensar melhor sobre a conversa, talvez até com mais autocrítica se for o caso. Você vai ser levado mais a sério se a sua resposta for bem pensada e bem articulada.

4. Alinhe o seu criticismo com as metas do colaborador

Conheça bem os seus colaboradores para explicar como as suas sugestões irão ajuda-los a conquistar os objetivos desejados. Se eles estiverem comprometidos com o resultado, provavelmente ficarão mais abertos a sugestões, independentemente de como se sintam em relação a você ou às outras pessoas envolvidas. Por exemplo, se o objetivo é ser um chefe sensacional, então lidar com as objeções das outras pessoas torna-se importante para o sucesso. Forneça o contexto para um progresso e a crítica será bem-vinda.

Quando for você a pessoa sendo criticada, tente se distanciar de você mesmo. Ouça objetivamente o que está sendo dito. Se você estiver certo de seus objetivos, terá mais condições de discernir melhor entre o bom conselho e os gritos de uma pessoa alterada.

5. Estimule a autocrítica

Em vez de só apresentar uma lista de reclamações, descreva cenários a partir de um ponto de vista objetivo e pergunte questões-chave para que a outra pessoa possa tirar suas próprias conclusões sobre os seus pontos fracos. Conduza-a através de perguntas para que ela entenda por que um comportamento diferente é mais adequado. Quando fizer alguma declaração, fique longe dos ataques diretos. Use  mais o “eu” e fale pela sua própria experiência.

Todo mundo deveria fazer regularmente uma autoavaliação. Tente prever os pontos-chave de qualquer crítica antes dela acontecer. Se você puder começar a conversa enumerando suas próprias falhas e sugerindo correções logo de cara, vai desarmar seus críticos e provavelmente também impressioná-los. Assim todos vão sentir que saíram ganhando. 

(artigo extraído e traduzido do site INC.: http://www.inc.com/kevin-daum/how-to-give-and-recieve-positive-criticism.html)