O principado do Vinho

Roma, Itália. Hoje, onde talvez o poder da Igreja Católica fez a maior de todas as fermentações possíveis em torno do vinho. Aonde qualquer opositor jamais triunfou sobre essas muralhas tão antigas quanto o real significado do vinho para os sacerdotes do templo. O principado de Roma e a história com o vinho é marcado de contos dignos dos melhores filmes de guerras medievais, de ocupações de exércitos, bárbaros guerreiros e imperadores que dominavam a arte dos conflitos e travavam suas próprias guerras pessoais.

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O vinho romano serviu para ‘lavar’ e limpar o quê a força das espadas do exército de tantos ‘Césares’ e tantos ‘Alexandres’ marcaram com suas passagens em terras estrangeiras marchando sobre imunidade ‘santa’.

Mais preocupados com suas ocupações expedicionárias e suas guerras quase que em todo continente europeu, o vinho feito em Roma representava apenas mais uma forma de expressar suas ideologias cristãs. Tido muitas vezes como o causador de inúmeras deselegâncias cometidas por Pio X, o Papa controverso e boêmio, o vinho produzido pela Igreja no século X e XII praticamente nada mais era do que o resultado da prensa das uvas e uma única fermentação de seu mosto em caves úmidas em baixo dos templos.

O vinho romano conheceu o apogeu de sua produção quando deixou de ser exclusividade da Igreja e começou a virar moeda de troca. Numa visita a Roma de hoje, são verdadeiras disputas pela atenção de cada turista dos inúmeros grupos de pequenas empresas que, muitas vezes, usam o nome da Igreja para venderem passeios turísticos com promessas de vermos até o salão privado de chás do atual Papa.

Aproveitando a escolha do novo Líder cristão, em sua homenagem procuro um bom Malbec  e degusto pensando que se o novo Papa por eleição é bem mais meu ‘vizinho’ que jamais pensei que algum deles fosse um dia, desejo boa sorte. E sempre pensando na possibilidade de algum dia termos um representante como ‘guia’ católico nascido em solo brasileiro. Caso contrário, depois de Messi, Maradona e Francisco, ficará muito difícil disputar com eles.

Ainda bem que a Caipirinha é nossa, o Caetano também, João Bosco é maravilhoso, Djavan é brasileiro e o Samba não tem nada a ver com o Tango de Buenos Aires, Amém!

Bye e até breve,

David Chaves Saraiva.

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Clinique La Prairie

Hospitais que mais parecem hotéis de luxo, tanto no acolhimento impecável como nas dependências que combinam conforto e requinte.

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A hotelaria hospitalar é o tema desta entrevista exclusiva com a gerente de Governança da tradicional Clinique La Prairie, fundada há mais de 80 anos em Montreux, na Suíça, e que foi pioneira no que é hoje uma das maiores tendências da hospitalidade mundial. Além de ressaltar o papel da funcionalidade no mobiliário, Blanchet compara os serviços na hotelaria hospitalar com os oferecidos pela hotelaria tradicional e também revela o papel-chave das camareiras no atendimento aos clientes que se internam na clínica para os mais diferentes procedimentos médicos e cirúrgicos.

As pétalas de Florença

Florença, Itália. Penúltima viagem neste país que não se cansa de me encantar e hipnotizar.

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Cidade de Michelangelo, palco maior de grande cultura italiana e onde a primavera se apaixona todos os anos pelas as flores mais bonitas da península itálica.

Logo na minha chegada sinto meus sentidos aflorarem como um gira sol ao sentir o calor de um foco de luz. O perfume suave de alfazema se entranha em meu olfato e, como “ratatui”, dispara-me o desejo de descobrir a sua fonte.

O cheiro das plantas ao chegarem com o vento, os sons de pássaros livres cantando em meio a dezenas de rosas coloridas, me fazem lembrar o quão bela é a natureza misturada na pressa das pessoas das grandes cidades.

Eu que há muito me recuso ser indiferente a detalhes, aproveito cada momento. Me “valho” da apurada percepção que adquirimos ao passar dos 30, pois se viesse à Florença aos vinte anos, não enxergaria os detalhes tão óbvios que qualquer taça de toscano pode nos mostrar!

Engraçado, mas percebo que quanto mais temos flores e cores vivas próximas de nós, mais sensíveis a detalhes pequenos ficamos. Seria capaz de notar cada perfume que exala das diversas pétalas ao meu redor e a cada gole, um novo mergulho nesse vinho que engana minha sede e sacia minha alma.

O nome do vinho é “Nebiollo d’alma 2007 tinto”. A região é Toscana, o cenário é Florença, a companhia é maravilhosa e a vida em Florença é bella!

Bye e até breve,

David Chaves Saraiva.

5 prisões abertas aos viajantes

De Alcatraz, nos EUA à Robben Island, em Capetown, onde Nelson Mandela foi preso, prisões desativadas e suas histórias sinistras se tornaram destinos para viajantes.

1. Alcatraz, Estados Unidos

A Isla de los Alcatraces (Ilha do pelicanos), como Juan Manuel de Ayala, o explorador espanhol, nomeou em 1775, ou da ilha de Alcatraz como a conhecemos hoje.

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2. Old Melbourne Gaol, Austrália

Vista de dentro de Old Melbourne Gaol.

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3. Oxford Castle, Inglaterra

O Castelo Oxford e a the Saxon St. George’s Tower.

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4. Horsens State Prison, Dinamarca

Como foi – a dura realidade da Prisão Estadual de Horsens, na Dinamarca.

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5. Robben Island, África do Sul

Em Robben Island, prisioneiros de segurança máxima como Nelson Mandela tinham que quebrar rochas diariamente da pedreira de calcário.

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O amor e o vinho navegam em Veneza

Depois de descobrirmos as belezas gastronômicas e etílicas de Bolonha, não podemos deixar de nos embalar pela suavidade e graciosidade do balanço das barcas que há mais de 300 anos embala os sonhos e os caminhos dos moradores desta cidade mais incrível que já visitei.

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Veneza é o quintal de frente ou a piscina da região de Toscana, com seus vinhos brancos fabulosos. Foi aonde nasceu um dos maiores compositores barrocos, Antonio Vivaldi (1678-1741) e também onde acontece um dos festivais de cinema mais brilhantes do mundo. Assim, cercada de magia e história, ao certo, faz de Veneza um cenário mais que perfeito para degustarmos um vinho e o bom gosto a dois.

Fico hospedado próximo à Praça São Marco, no centro histórico, o que me permite caminhar pelas belas vielas tranquilas e históricas. Noto que cada uma delas cultiva suas próprias uvas brancas, Pinot Grigio, Pinot Bianco e tintas Veronese e Molinara.

Desse passeio, além de algumas especiarias, chás, e uma pequena barca de recordação, decido não levar mais nenhuma garrafa de vinho, pois me sinto embebecido demais, pois a paixão que me acompanha e o álcool dessa química, me transborda e me alucinam numa viagem cheia de ideias para a noite que se anuncia.

Saio de Veneza, de certa forma inspirado em Da Vinci, pensando o que mais uma taça de Toscana seria capaz de me fazer descobrir, escrever ou mesmo sonhar! Mas longe de ser capaz de desenhar uma outra Diva eternizada em um quadro inerte, tenho ao meu lado alguém mais real com um sorriso mais aberto e mais encantador do que a outra inspiração italiana. Quando a minha surpresa aparece, pintamos juntos uma obra de arte, onde ela suspira uma ópera e onde me sinto um rei comum, sem exército, sem castelos e fortunas. E não troco meu trono por riqueza alguma, pois a vida se torna bem mais simples, linda e feliz.

Bye e até breve,

David Chaves Saraiva