MITOS E VERDADES SOBRE O VINHO

Gostaria de tentar esclarecer meu ponto de vista sobre esse assunto que aceitei o desafio de trazer uma ideia nova aos nossos amigos do Hypersaber. Sem uma abordagem difícil, de entendimento complicado e linguagem rebuscada que o próprio assunto exige por vezes. Falar de vinho e mesmo escrever sobre o assunto não é nada muito fácil de fazer, mas nem por isso deve ser chato, repetitivo e extremamente técnico de se comentar.

vinho-tinto

Por isso aceitei o convite de Daniel Miranda e tentar com palavras fáceis passar um pouco da experiência do dia a dia e mostrar o que meus olhos enxergam sobre essa enigmática bebida. Começo perguntando aos amigos leitores do Blog se precisamos de mais livros sobre Vinhos no mundo. Vocês acham realmente que algum livro ou professor ensinarão os amigos a ler as notas dos vinhos? Acha possível alguém saber ao certo o que determinado vinho traz? Vocês acham possível o sabor encontrado por um especialista ser o mesmo encontrado por vocês em seus primeiros encontros com o vinho? Parabéns! Pois vocês acabam de descobrir uma apurada sensibilidade que poucos, acreditem poucos connoisseurs,  obtêm com largos anos de experiências.

Algumas vezes sou abordado por amigos, parentes e apreciadores iniciando no mundo vínico me perguntando o que difere um vinho de outro. Prefiro a abordagem mais suave e digo apenas que o vinho se difere por sua capacidade de despertar o interesse em quem o degusta, pois o bom vinho evolui com o tempo.

O bom vinho não traz certezas e sim dúvidas. Não traz entendimento, mas suscita aos questionamentos e é para mim o maior desfio! O vinho significa prazer, divertimento, família, momentos, amigos e não uma data de coisas que requer livros e aprendizados como medicina ou arquitetura. Vinhos são experiências com o experimentar! São sensações pessoais, não referências ditadas ou copiadas, pois o mesmo vinho que degusta com alguém em especial ao certo não seria a mesma sensação ao degusta-lo sozinho.

Sim! O vinho se torna bem mais prazeroso, com a capacidade de seus apreciadores de ler suas mensagens subliminares e isso vem com a experiência, anos, prática e não com aulas apenas. Penso que o verdadeiro significado do vinho não poderá nunca ser capturado numa taça de cristal qualquer. Por isso, comecei minha jornada em viagens para tentar conhecer um pouco melhor as terras onde nascem as uvas, as Caves onde transformam o suco em vinho e onde descansa o mosto. As mãos e mentes que fazem os trabalhos e tomam as decisões e daí então tirar minhas próprias conclusões, precipitadas ou não, mas francas, sem repetir o quê ouvimos.

Vejo uma tarefa difícil sempre quando me pedem um conselho de um ‘bom vinho’. E pra isso, sempre digo o mais fácil a dizer: bom vinho é o escolhido diante daquilo que você espera encontrar. O bom vinho pode ser aquele que saio a procura e não o encontro, me surpreendendo quando levo um outro qualquer e o mesmo me prende por sua enigmática capacidade de substituir o outro.

Na França, brevemente, iremos juntos para ver com nossos olhos o que difere excelentes castas, terroir e história vínica de contos, de modas e vaidades.

Bye até breve,

David Chaves Saraiva.

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