Jujubas de coquetéis

Daniel Miranda

Todo adulto volta a ser criança!

A Loja da Jelly Berry possui, além de centenas de outras guloseimas, os Cocktail Classics, jujubas de coquetéis. Isso mesmo! Cada caixa vem com os seguintes sabores: Piña Colada, Mojito, Strawberry Daiquiri, Belini, Margarita e Cosmopolitan. A parte de dentro da caixa possui os nomes dos coquetéis e suas respectivas cores para que você saiba, após a degustação às cegas, qual o sabor de cada jujuba. Ainda existe a versão “bolso”, para que você possa levar para qualquer lugar.

O vinho e as mulheres

Desafiado para aumentar a receita de destilados e vinhos especiais  e “escoar” nosso estoque de bebidas envelhecidas, traço uma estratégia de abordagem com nossos clientes do Bar onde os surpreendo com pequenas amostras do que temos em “guarda”.O ideal é termos sempre num Decanter atraente e de tampa de vidro fácil de abrir algum licor ou vinho com potencial de guarda em garrafa onde podemos, em pequenas “provas”, dar a oportunidade de conhecer a nossa cave e tentar deixar um pouco de lado o velho costume do “sim senhor, aqui está…”

Tenho uma atenção especial para os amantes de uma poderosa marca de cerveja quase que imbatível aqui na cidade Invicta, a gigante Super Bock. Antes de servir, tento expor garrafas mais próximas das máquinas de pressão. Com a vantagem da atual estação climática sugerir algo mais quente para relaxarmos, assim não é muito difícil vender o quê queremos, ao menos para aqueles clientes mais abertos a sugestões.

Em nosso grupo, temos muitas visitas de nórdicos, ingleses e franceses que vem em nosso bar em busca de conhecer melhor o Vinho do Porto, o Licor e Beirão e Vinho Verde. E em um desses dias foi uma senhora britânica que roubou a cena da noite.

Na elegância de seus 50 anos, com um olhar cor azul blue label sem gelo, me questionou sobre a famosa cerveja. Mas antes mesmo de atendê-la, disse-lhe que preferiria que ela provasse o velho novo vinho da casa, já com sua respectiva taça em mãos.

A senhora já ouviu falar em Real Companhia Velha? E pegando a garrafa que mais lembrava aquelas usadas por magos lendários que guardavam doces doses venenosas,a mostrei deixando apenas o bom gosto da senhora falar por si. Pois quando trabalhamos com produtos que acreditamos, com qualidade notória de satisfação, o alcance dos objetivos são alvos fáceis de obter, basta falarmos sobre eles.

O Real Companhia Velha 20 anos fez mesmo sucesso em sua taça, chegando a tirar-lhe certo sorriso tímido enquanto lia relaxadamente seu livro no bar. Depois do jantar em nosso restaurante e pedir algo doce para finalizar, percebi que alguma coisa acontece nas mulheres que degustam vinho do Porto e sobremesa, pois vários sorrisos eu testemunhei saídos dali.

No meu primeiro desafio de Bar da semana julgo positivo e progressiva a experiência, pois as ferramentas certas me foram dadas e o produto final desde o início, já começou a ser esculpido!

Bye e até breve,

David Chaves Saraiva

Cinema de luxo

Daniel Miranda

Visando agradar o público mais exigente, redes de cinema têm investido cada vez mais em conforto e serviço para aqueles que não se importam em pagar mais, desde que tenham algo em troca.

Esqueça as tradicionais pipocas doce e salgada. Para acompanhar o filme você pode optar pela aromatizada com azeite trufado ou pedir uma garrafa de vinho de quase R$600,00. São várias opções de à la carte e rótulos. Todos os pratos elaborados por um Chef exclusivo. Para isso, um garçom vai até a sua poltrona tirar o pedido. Não existe fila!

E você ainda assiste o filme em uma poltrona super confortável toda revestida em couro italiano. Um luxo! O ingresso pode chegar até R$200,00.

El Jimador

Por determinação do governo mexicano, a tequila só pode ser produzida de agave azul. Essa planta precisa ser selecionada e as folhas cortadas. Este trabalho fica por conta do Jimador, o “fazendeiro” da tequila. A poda da agave deve ser minuciosa e bem próxima da pinha para garantir uma maior concentração de açúcar. Este é um trabalho totalmente manual, sem auxílio de máquina alguma. Um bom Jimador chegar a cortar mais de 600 pés de agave por dia!

Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto

O vinho do Porto, produto talvez símbolo maior de uma cidade histórica, há muitos anos carrega consigo parte de um conceito de cultura, de nação e costume que roda os quatro cantos do mundo.

Muitas são as empresas que possuem autorizações para se valer do privilégio de produzir o vinho do Porto, mas poucas os fazem com o total e preciso “selo” de qualidade do Estado, controle sancionatório e fiscalização, garantindo a originalidade do produto que deve “nascer” portoense, genuinamente.

O Instituto do Vinho do Porto foi criado em 1933 pelo Decreto Nº 22.461, empresa pública-privada que é o responsável pelo controle de qualidade, mas que também exerce papel fundamental para história do Vinho do Porto como um todo.

Aqui, são catalogados simplesmente todos os exemplares produzidos nas regiões do Douro e Porto. Todas as amostras são analisadas no Instituto antes de ganhar mercado onde são verificados aromas, cor, notas, sugestões propostas por seus produtores, PHD, DNA de castas usadas, onde a menor irregularidade pode por em risco o “selo” de produto de confiança dado pela instituição.

Estudos recentes apontam que o Vinho do Porto carece de mais uma gama de “luxo” no leque de opções existentes no mercado.  Países como o Japão, México e Estados Unidos estão pagando em média 12 euros a mais pela mesma garrafa encontrada em nossas adegas especializadas e ao mesmo tempo, ganhar mais mercado chinês onde a presença do Vinho do Porto ainda é deficiente e encontra percalços.

O Instituto aponta também o perigo de ter estoques acima do necessário onde a desvalorização do produto poderia levar ao  declínio de valor a longo prazo.

E produzindo pesquisas relevantes a qualidade de um produto tão importante para a economia do país, revelando dados estratégicos sobre o mercado, regularizando, fiscalizando e defendendo interesses culturais, o Instituto do Vinho do Porto e Douro se torna uma ferramenta fundamental e um “anjo” da guarda, daquilo do que eu chamo de uma última “nota de prova” final encontrada em cada degustação, em cada gole desse fantástico vinho!

Bye e até breve,

David Chaves Saraiva.