447.98 km do paraíso

Daniel Miranda

Estava de férias em Bangkok, na Tailândia. Após curtir dois dias de festas de ano novo na capital, decidi dar início ao meu “mochilão” em direção ao sul do país. Meu primeiro destino era a ilha Koh Phangan e sua famosa festa Full Moon.

Liguei para a pousada que achei na internet para fazer minha reserva. Durante a ligação, a dona me perguntou como eu iria para lá. Respondi que a viagem seria longa, pois pegaria uma van, um sleep train por 13 horas e um barco por mais umas 5 horas. Mas na verdade foram quase 2 dias de viagem.

Estávamos em pleno verão tailandês. E as condições do trem e do barco não eram aquelas que vi nos flyers. A única água à vista vinha de uma torneira podre, de cor amarelada do barco.

Após essa longa jornada, finalmente cheguei à ilha. Estava há mais de 1 dia e meio suando naquele calor e sem poder tomar banho. Um cara da pousada, muito simpático, estava me aguardando logo na descida do navio. Entrei em seu jipe e fomos direto para lá. Na chegada, pingando de suor e louco pra tomar pelo menos uma chuveirada, fui correndo pra fazer o check in o mais rápido possível.

Em uma mesa, encontro a dona, a mesma que falei ao telefone. Ela viu minha cara de esgotado e imundo e disse: “Bem-vindo, Daniel! Não se preocupe com o seu check in. Seu bangalô já está pronto e preparamos um banho especial para você. Quando você terminar de se refrescar, aí sim volte aqui para fazermos o check in.”

Não pude acreditar!!! Era tudo o que eu queria após quase 450km de viagem!!! Cheguei no quarto, onde havia uma banheira já cheia, com vários tipos de produtos à minha disposição, cesta de frutas, sucos e incensos aromatizando o ambiente. Eu estava no paraíso!!!!

Já sabendo o tipo de viagem que eu iria enfrentar, a dona, Montarop, imaginou o quão desesperado por um banho eu estaria. Tem muito hotel de luxo que deveria aprender com essa senhora.

Não precisamos fazer muito para surpreender. Apenas nos anteciparmos.

 

iPad no ar – companhias aéreas

Companhias aéreas fizeram o Apple’s versatile iPad disponível para os passageiros em seus lounges e no ar, ou por exemplo usar o dispositivo como um quiosque de auto-atendimento ou para ordenar comida. Como a lista de aplicações continua a crescer, aqui é a mais recente visão geral de como, em todo o mundo, as companhias aéreas estão implantando o iPad.

Daniel Miranda

Bar Hospital??? The Clinic Bar Singapore

Menor do que o de costume, mas não menos divertido, este distintivo Singapura club ganhou sua reputação com a estética vanguardista que inclui uma área de jantar, onde as pessoas se sentam em cadeiras de rodas banhadas a ouro e são servidos alimentos em pratos de aço inoxidável iguaizinhos aos de clínicas e hospitais. E os coquetéis são servidos em bolsas de soro. Os sofás lembram leitos de quarto. Hospital chique, as pessoas o chamam, embora reconhecendo que é tudo um pouco bobo e de um gosto bastante questionável. Embora o burburinho tenha acalmado um pouco, o sentido do ridículo permanece – o local já não é tão vasto como era, mas, dito isso, ainda existem áreas de bar diversas para explorar, incluindo um terraço exterior com vista sobre a Clarke Quay.

Restaurante mais alto do mundo

Situado no 122° andar da torre Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, com 828 metros de altura, o restaurante Atmosphere já é um dos pontos mais procurados por turistas e executivos na cidade.

O projeto é do arquiteto norte-americano Adam Tihany, conhecido designer de hotéis como o Mandarim de Las Vegas e o Shangri-La de Cingapura. Para garantir o mesmo toque de classe de outros empreendimentos, Tihany desenhou um imenso espaço conceitual para relaxar e apreciar a vista – o horizonte contínuo de Dubai. O restaurante contará ainda com bar e um ambiente especial só para grelhados.

Segundo os construtores, a ideia é exportar esse tipo de restaurante para outras partes do mundo, criando mais restaurantes Atmosphere nos prédios mais altos de grandes cidades. O espaço será inaugurado em janeiro do próximo ano.

A torre já abriga o primeiro Armani Hotel, que também possui um restaurante. Mas certamente muitos visitantes vão preferir a sensação de estar quase no topo do mundo, apenas dois andares abaixo do deck “At the Top” do Burj Khalifa.

Daniel Miranda

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Café do Jacu

Você já imaginou tomar um cafezinho feito com os grãos tirados das fezes de uma ave? E se esse café custasse algo em torno de R$240,00 o quilo? Esse café existe. Trata-se do Jacu Bird Coffee, ou Café do Jacu, que é produzido na fazenda Camocim, em Pedra Azul, Domingos Martins.

Parece estranho, mas esse café exótico é um dos mais caros do mundo e o mais caro do Estado. Para se ter uma ideia, a maior parte da produção é vendida para as melhores cafeterias de Tóquio, Londres, Los Angeles e São Francisco.No Espírito Santo, apenas a Casa do Porto, em Vitória, a Estalagem Petra e o restaurante Don Lorenzoni, em Pedra Azul, comercializam o Café do Jacu.

O motivo de ser tão caro, e raro, é porque passa por um processo diferente dos tradicionais. Os grãos do Jacu Bird são colhidos das fezes de uma ave chamada jacu, que come os melhores frutos do cafeeiro, aqueles sem defeito e completamente maduros.

Considerado uma ameaça para o lucro dos cafeicultores, pois em certos cafezais comiam até 10% da produção, o jacu passou de vilão a grande colaborador do cafeicultor e empresário Henrique Sloper, proprietário da Fazenda Camocim, em Domingos Martins.

Após saber que o café mais caro do mundo – o Kopi Luwak –, da Indonésia, é produzido a partir dos grãos encontrados nas fezes do civeta, um tipo de gato selvagem, Sloper resolveu fazer a experiência com os grãos encontrados nas fezes dos jacus que devoravam a produção de arábica em sua propriedade.

E o resultado o deixou animado. Além de ser um produto exótico, o sabor do café surpreendeu até os melhores especialistas em degustação do País. A provadora e consultora de café de São Paulo Eliana Relvas provou o Café do Jacu e afirmou que vale a pena.

“O sabor desse café é equilibrado e muito bom. Fica um gosto bom na boca. O mais diferenciado é que se trata de um produto exótico”, disse Eliana.

A primeira produção do Café do Jacu ocorreu em 2006, com poucos quilos. Em 2008, atingiu cerca de 150 quilos. Agora, toda a produção é exportada. O preço? Quem dá é o produtor, que só vende quando encontra alguém que pague o valor que ele quer.

“Por ser um produto exótico e o único no mundo, só vendo quando o meu comprador paga o valor que eu estipulo. Essa é uma prova de que a natureza e o homem podem viver em harmonia, pois sem o jacu esse café seria como um outro qualquer”, disse Sloper.

Fonte: http://www.revistacafeicultura.com.br